Crónicas de um Engenheiro – Cartas Só À Sueca

Como toda a gente sabe e já foi falado aqui neste espaço, os mídia têm um peso preponderante na vida social e opinião pública da população. Tendo em conta este facto, seria lógico depreender que a comunicação social é munida de algum processo de “triagem”, tanto a nível de conteúdos como a nível de quem os protagoniza.

Contudo, parece que caminhamos no sentido inverso, o sentido do facilitismo, dos “números”, onde apenas o Share parece importar, e onde basta ter “uma cara bonita” para figurar neste meio. O que aconteceu na passada quinta-feira, com uma taróloga a apelar a uma mulher vítima de violência doméstica para que mime o agressor, o trate bem, tenha paciência e aguente porque ao menos assim a situação não piora foi, nada mais nada menos, que bizarra. Desde quando, nos tempos que correm, se aconselha desta forma uma pessoa que sofre maus tratos por parte da pessoa que devia cuidar dela? Não é isto um retrocesso e uma “desaprendizagem” em relação ao trabalho de instituições como a APAV, ou mesmo de tantas outras instituições e/ou pessoas que tentam combater este flagelo? Em que mundo esta taróloga/cartomante/pessoa com pior discernimento de sempre vive?

A culpa é de quem dá espaço a este tipo de conteúdos, e a quem fomenta a que estes se mantenham em vigor. Hoje foi esta “senhora”, amanhã poderá ser outra pessoa e por ai adiante.

“Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer. ”

 

rodape simply life

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