Tecnologia E Turismo: Um Já Não Vive Sem O Outro

Turismo, Tecnologia, Smart Destinations e Transformação Digital. Foi por aqui que o “Tourism Day”, realizado na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, deambulou. Organizado em conjunto pelo Turismo de Portugal e pela Beta-i, o evento tentou, com os seus vários painéis, olhar para o futuro do Turismo – a nível nacional e internacional – e quais as novas tendências que aí vêm.

O mote foi lançado: “os investimentos devem ser feitos quando as coisas correm bem”. É o caso, em Portugal. Ou, por outro lado, convém não adormecer à sombra dos bons resultados obtidos nos últimos anos.

Smart Destinations

Smart Destinations, o que são? Toda gente diz saber, mas apresenta conceitos e explicações diferentes. O primeiro painel da manhã centrou-se neste tópico e apresentou caminhos para esta ideia. Sérgio Guerreiro, do Turismo de Portugal, foi o primeiro a usar a palavra. “Em primeira análise, define-se Smart Destinations como uma forma de utilizar a tecnologia para melhorar o Turismo e, com isso, tornar mais positiva a experiência do viajante num determinado país ou cidade”, refere, acrescentando logo de seguida que “as pessoas serão sempre o core business da indústria, pelo que é para elas que a tecnologia deve evoluir”. “Dizer-me, com antecedência o que vou encontrar no destino, a meteorologia, os transportes públicos necessários e as minhas preferências: tudo isto junto, a funcionar bem, faz com que uma cidade seja considerada uma Smart Destination”.

Vítor Pereira, head of strategy da Conteúdo Chave, segue um pouco a linha de pensamento do Turismo de Portugal, mas centra-se, ainda mais, no indivíduo. “As Smart Destinations começam e acabam nas pessoas e pelo meio, claro, a tecnologia desenvolve um papel relevante”, começa por dizer, abordando, depois, a problemática do turismo de massas nas grandes cidades. “Veneza e Barcelona atravessam actualmente problemas muito graves devido ao enorme fluxo turístico que recebem e isso não se vai resolver com aplicações ou mais Wifi. Resolve-se, sim, com estratégia, envolvimento dos parceiros públicos e privados para perceberem de quem forma se poderão resolver, primeiro, os problemas dos residentes e, logo a seguir, garantir uma boa experiência para os turistas. As soluções tecnológicas terão, decerto, uma palavra a dizer na resolução de problemas, mas convém focarem-se nas pessoas”.

Da operadora de telecomunicações NOS, esteve presente Luís Barata, director de vendas para o turismo, tecnologia e sector bancário, que apresentou uma visão diferente de Smart Destinations. “Para mim, trata-se de um local que supere as minhas expectativas. A tecnologia é, certamente, um caminho para atingir isso, mas defino este conceito como sendo uma cidade que vai de encontro a tudo aquilo que pretendo enquanto turista”. Dando alguns exemplos da importância do wifi em “qualquer estabelecimento hoteleiro ou de restauração nos dias de hoje”, Luís Barata salientou o “bom trabalho realizado nos últimos 10 anos na área das telecomunicações, situação que permite um país [Portugal] com boas ligações e, por isso, apetecível”. “Acreditem, um destino que não esteja preparado para estes desafios deixará de ser interessantes para os turistas”.

Tecnologia e turismo de mãos dadas

“As empresas, hoje, usam a tecnologia para melhorar os seus produtos e serviços. E esta ideia aplica-se ao turismo”. A frase é de Sofia Tenreiro, general manager da Cisco, que agarra em parte do conceito desenvolvido por Luís Barata da NOS, para fazer evoluir a sua ideia. “Temos de estar preparados para os desafios que se nos irão deparar: a cibersegurança, por exemplo, é vital. Quando a maioria das pessoas efectua as suas operações online e via digital, ter uma rede segura e preparada para os milhares de ataques de hackers é meio caminho andado para termos uma boa reputação junto da comunidade de viajantes. Em sentido inverso, o nosso destino deixará de ser apelativo para os Millennials e para as gerações seguintes”, explicou.

Relativamente às empresas que operem na área do turismo, Sofia Tenreiro adianta que “é fulcral apostar nas áreas de customer experience, inovação no seio da empresa e optimizar o modelo de negócio às necessidades actuais”.

À boleia desta ideia, Ludo Verheggen, director de marketing da Amadeus, destacou um plano interno “onde os colaboradores são convidados a darem ideias para melhorarem o negócio da empresa”. Segundo o responsável, “são pessoas que estão no sector e conhecem as suas necessidades”. Após escolha e análise das melhores ideias, estas são implementadas junto dos clientes. Optimizar o negócio tendo em conta os utilizadores. Tecnologia, sim, mas foco nos indivíduos, novamente.

E como chegar ao público certo. Que tipo de segmentação deverá ser feita tendo em conta o target do nosso negócio? Paulo Silva, da StepValue, acredita que “chegar às tribos é fundamental”. “Ninguém tem tempo para nada, para esperar pela abertura de um link, de uma página, mas todos temos tempo para comentar grupos com os mesmos gostos e interesses que nós. É desta forma que fazemos as nossas segmentações”, revela. No que toca aos turistas, a empresa divide em três categorias: Negócios, Cultura/Lazer e Luxo. “Ao definirmos estes três grupos ou tribos como lhes gosto de chamar, percebemos os seus comportamentos, e o tipo de conteúdo que preferem”, finalizou.

fonte: publituris

 

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