Crónicas De Um Engenheiro – Copy->Paste

Como é sabido, hoje em dia muitos de nós já não conseguem viver sem a Internet. Seja para trabalho ou lazer, a esmagadora maioria de nós passa, pelo menos, uns minutos diariamente a navegar na Internet. Um dos principais focos do mundo virtual passa por espaços como este onde escrevo, blogs. Existe uma quantidade exorbitante de blogs, vlogs, espaços de opinião, sendo que os temas e público-alvo de cada um destes espaços tem uma variedade impressionante.

Apesar de esta oferta de informação ser excelente para os consumidores, existe uma questão que, na minha opinião, é das situações mais difíceis de gerir neste contexto. Estou-me a referir ao plágio.

Para quem se esforça, seja esse esforço na medida que for, para oferecer conteúdos originais, com relevância e interesse para quem acompanha estas plataformas de informação, vê muitas vezes o seu esforço defraudado por terceiros que, sem referências de fontes e transcrevendo integralmente os conteúdos, fazem uso do trabalho dos outros pra proveito próprio. E nunca foi tão fácil socorrer-nos do plágio como nos dias que correm. Um simples “copy-paste” é suficiente para estragar horas de trabalho a pensar, estruturar e por em prática as ideias que são tidas com o intuito de dar algo original ao consumidor.

Desengane-se quem pensa que só “os pequenos” é que copiam “os grandes”, na maioria das vezes são mesmo os autores já com algum peso que se “alimentam” de autores mais pequenos baseando-se na premissa comum entre as pessoas de que: “Oh, de certeza que o pobre é que roubou o rico que necessidade tinha o rico de o roubar?”. Pois mas mesmo os mais consagrados autores têm necessidade de inovar constantemente, e quanto mais bem-sucedido se é, maior é a exigência do público para com os conteúdos colocados.

No meio de tudo isto, os pequenos autores é que são os grandes prejudicados, pois vêm os seus conteúdos serem usados, e o mérito ser atribuído a outrem. Não me interpretem mal, os mais pequenos também “copiam” os maiores, todavia nem se dão ao trabalho de disfarçar, ficando mais que óbvio que aqueles conteúdos não são originais, e pouco é o público que dá real valor a “aldrabices” quando sabem detetam uma.

Por fim, e em jeito conclusivo, a minha opinião sobre esta questão é que devia haver uma regulamentação maior, a todos os níveis, do que se vai passando diariamente pela Internet. Existe um sem número de crimes, de maior ou menor dimensão, que todos os dias acontecem na Internet, desde um simples plágio a casos de pedofilia em plenas redes sociais, como tal julgo que alguma entidade deveria regular este espaço de dimensões planetárias e que já se tornou quase essencial para nós, a Internet.

 

rodape simply life

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